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Taxa de desemprego no Brasil atinge o menor nível desde 2015

A taxa de desocupação no Brasil atingiu 7,8% no trimestre encerrado em agosto, o menor patamar desde 2015

Escrito por
Thiago Freire
September 29, 2023
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Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 7,8% no trimestre encerrado em agosto deste ano, atingindo o seu menor patamar desde fevereiro de 2015, quando estava em 7,5%. Essa taxa representa a proporção de pessoas que procuraram emprego e não conseguiram em relação à força de trabalho, que engloba empregados e desempregados.

Comparando com o trimestre anterior, encerrado em maio de 2023, a taxa de desemprego caiu de 8,3% para 7,8%, mostrando uma melhoria no mercado de trabalho. Além disso, em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa estava em 8,9%, houve uma queda significativa.

A população desocupada, que corresponde às pessoas que estão sem trabalho e buscando emprego, chegou a 8,4 milhões, uma redução de 5,9% (ou menos 528 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 13,2% (ou menos 1,3 milhão de pessoas) em relação ao ano anterior. Esse é o menor número de desempregados desde junho de 2015.

Por outro lado, a população ocupada, que totalizou 99,7 milhões de pessoas, cresceu 1,3% no trimestre (1,3 milhão de pessoas a mais) e 0,6% no ano (641 mil pessoas a mais). O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 57%, acima do trimestre anterior (56,4%) e estável em relação ao ano anterior.

O rendimento real habitual, que representa o salário médio dos trabalhadores, ficou em R$ 2.947, mantendo-se estável no trimestre e registrando um aumento de 4,6% no ano. A massa de rendimento real habitual, que é a soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, atingiu o valor recorde de R$ 288,9 bilhões, crescendo 2,4% em relação ao trimestre anterior e 5,5% na comparação anual.

Quanto ao tipo de emprego, o número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (37,25 milhões) atingiu o maior total desde fevereiro de 2015. Houve um aumento de 1,1% (ou mais 422 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 3,5% (ou mais 1,3 milhão) no ano. Por outro lado, o total de empregados sem carteira no setor privado (13,2 milhões) cresceu no trimestre (2,1% ou mais 266 mil pessoas), mas ficou estável em relação ao ano anterior.

Os trabalhadores domésticos (5,9 milhões de pessoas) também cresceram em relação ao trimestre anterior (2,8%), mas mantiveram-se estáveis em comparação com agosto de 2022. O número de trabalhadores por conta própria (25,4 milhões) permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e teve uma queda de 2,0% no ano (menos 509 mil pessoas). Já o grupo de empregadores (4,2 milhões) manteve-se estável nas duas comparações.

A taxa de informalidade, que representa a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, atingiu 39,1%, ou seja, 38,9 milhões de trabalhadores informais. Essa taxa ficou acima dos 38,9% registrados no trimestre anterior, mas abaixo dos 39,7% do mesmo trimestre de 2022.

A população subutilizada, que abrange aquelas pessoas que poderiam trabalhar mais do que trabalham, chegou a 20,2 milhões de pessoas, registrando quedas de 2,2% no trimestre e de 15,5% no ano.

Por fim, a população fora da força de trabalho, que compreende pessoas com mais de 14 anos que não trabalham nem procuram emprego, totalizou 66,8 milhões, com uma queda de 0,5% em relação ao trimestre anterior (ou menos 347 mil pessoas) e um aumento de 3,4% no ano (ou mais 2,2 milhões de pessoas).

A população desalentada, ou seja, aquela que gostaria de trabalhar mas não procurou emprego por diversos motivos, representou 3,6 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e registrando uma queda de 16,2% (ou menos 692 mil pessoas) na comparação com o ano passado, sendo o menor contingente desde setembro de 2016.

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