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Pesquisadores negros e indígenas são selecionados para estudos em ecologia

Iniciativa visa promover diversidade e inclusão na academia e investe até R$ 14,7 milhões em pesquisas

Escrito por
Thiago Freire
September 29, 2023
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O Instituto Serrapilheira e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciaram os 12 pesquisadores selecionados em uma chamada pública exclusiva para cientistas negros e indígenas, com foco em ecologia.

Essa iniciativa tem como objetivo integrar mais representantes de grupos sub-representados na academia como professores universitários e pesquisadores. O investimento total é de até R$ 14,7 milhões.

Os pesquisadores escolhidos realizarão pós-doutorado em grupos de pesquisa no estado do Rio de Janeiro nos quais ainda não tenham se formado ou atuado. As propostas selecionadas abordam uma variedade de tópicos, incluindo o crescimento de florestas em áreas de restauração, a integração de conhecimentos indígenas no estudo do solo e o impacto da atividade humana na biodiversidade da Amazônia, entre outros.

Cada pesquisador receberá uma bolsa mensal de R$ 8 mil, além de financiamento de até R$ 800 mil para pesquisa ao longo de 3 anos, renováveis por mais 2 anos. Desse montante, R$ 700 mil serão fornecidos pela Faperj e R$ 100 mil pelo Instituto Serrapilheira, com parte desses recursos destinados à formação de pessoas de grupos sub-representados na equipe.

Apesar de cerca de 57% da população brasileira se identificar como preta, parda ou indígena, esses grupos ainda estão sub-representados na carreira científica. A chamada pública busca abordar essa disparidade e promover a inclusão e diversidade na pesquisa científica.

Além disso, a chamada também promove a mobilidade entre os pesquisadores, com selecionados provenientes de várias regiões, incluindo Nordeste, Sudeste, Sul e até mesmo da Nigéria. Do grupo escolhido, seis são homens e seis são mulheres, sendo que 11 se autodeclararam como negros e um como indígena.

O presidente da Faperj, Jerson Lima Silva, destacou a importância de políticas científicas que considerem questões de gênero e raciais, bem como oportunidades igualitárias para todos os pesquisadores. Ele enfatizou que a ciência também é feita por pessoas negras e indígenas e que é essencial incluí-los de maneira significativa na pesquisa científica.

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