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Ex-comandantes do CMA são alvos de operação da PF por tentativa de golpe de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também é um dos alvos

Escrito por
Rhyvia Araujo
February 9, 2024
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A operação da Polícia Federal, que apura tentativa de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, também teve desdobramentos no Amazonas. Dois ex-comandantes do Comando Militar do Amazonas (CMA) estão sendo alvos  da megaoperação: Augusto Heleno e Theophilo Gaspar. Heleno era chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e Gaspar era o comandante quando manifestantes ocuparam a frente do quartel. 

Tanto o general Heleno quanto Theophilo Gaspar foram alvos de mandados de busca e apreensão, além de serem obrigados a entregar o passaporte e proibidos de manter contato com os outros investigados do caso.

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Já Heleno, a PF cumpriu mandados de busca para apreender armas, munições, celulares e tablets e quaisquer outros materiais relacionados aos fatos.

Heleno comandou o CMA de 2007 a 2009. No Governo Bolsonaro, foi chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que cuida da segurança presidencial. Theophilo Gaspar comandou o Comando Militar da Amazônia de 2020 a dezembro de 2022.

Entenda

Ao todo, estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares que incluem a suspensão do exercício de funções públicas. A Operação Tempus Veritatis apura organização criminosa que atuou em uma suposta tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito a fim de obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República no poder. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também é um dos alvos.

Nesta fase, as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos para disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, em dinâmica de milícia digital.

O primeiro eixo consistiu na propagação de fraude nas Eleições de 2022, que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022. Já o segundo eixo consistiu na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de um golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível.

O Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados, em apoio à Polícia Federal.

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