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Aporte de R$10bi faz Americanas arquivar recuperação judicial

O plano arquivado prevê um aumento de capital no valor de R$ 10 bilhões

Escrito por
Thiago Freire
March 20, 2023
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<p>A Americanas informou no final da noite de ontem, 20, que seu Conselho de Administração aprovou os termos e condições do plano de recuperação judicial, bem como sua apresentação nos autos do processo de recuperação judicial do Grupo Americanas, em curso perante a 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro. O plano arquivado prevê um aumento de capital no valor de R$ 10 bilhões.</p>

<p>Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa lembra que o Plano de Recuperação Judicial, que ainda segue em discussão e está sujeito a revisões e ajustes, reflete discussões mantidas, até a presente data, entre a companhia, seus acionistas de referência, os seus principais credores e outros stakeholders, e estabelece os termos e condições propostos para as principais medidas que poderão ser adotadas com vistas à superação da atual situação econômico-financeira do Grupo Americanas e à continuidade de suas atividades.</p>

<p>A empresa afirma que os acionistas de referência já anunciaram sua intenção de apoiar o aumento de capital, como parte do Plano de Recuperação Judicial, oferecendo uma garantia firme de subscrição e integralização para a totalidade dos recursos, ainda pendente de formalização.</p>

<p>O plano arquivado prevê potencial alienação e oneração de bens do ativo permanente, inclusive sob a forma de UPIs, incluindo, mas sem limitar-se a: unidade de negócios Hortifruti Natural da Terra, participação da Companhia no Grupo Uni.Co e aeronave da companhia.</p>

<p>A empresa utilizará até R$ 2 bilhões dos recursos provenientes das alienações de ativos, para maximizar a redução de sua dívida remanescente, sendo o primeiro R$ 1 bilhão levantado destinado à recompra de dívida a mercado e o saldo dos recursos levantados, limitados a R$ 1 bilhão, para recompra de dívida subordinada. Com isso, a companhia pretende reduzir seu endividamento no mercado, pós reestruturação, para R$ 4,9 bilhões.</p>

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