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Amom faz balanço da sua atuação em Brasília e se declara adaptado

Atualmente, o deputado federal participa como titular na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais.

Escrito por
Rhyvia Araujo
April 22, 2023
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<p>Em entrevista exclusiva ao Portal Único, em 82 dias de mandato, o Deputado Federal Amom Mandel se considera adaptado a Brasília, em especial, a Câmara dos Deputados. Além disso, o parlamentar ressaltou que divide seus dias, de maneira “didática e minuciosamente organizada”, entre o trabalho legislativo, reuniões de comissões, estudos acadêmicos e suas viagens de fim de semana ao Amazonas e às bases eleitorais. “Nós temos uma agenda bastante apertada. A gente tenta otimizar esse espaço de tempo”.</p>

<p>Amom apontou que a única objeção que sente é “aceitar esse péssimo ambiente de trabalho”, referindo-se à pluralidade de ideologias presente entre os parlamentares da Câmara dos Deputados. “É extremamente revoltante estar aqui e ver que no dia a dia eu sou forçado a conversar, dialogar e ter esse tipo de relação com pessoas das quais eu não gosto, que não admiro e que tenho sérias desconfianças quanto ao caráter. Eu vejo aqui muita gente, tanto na esquerda quanto na direita, fazendo o que a gente chama de politicagem no dia a dia, de criar narrativas para manipular a opinião pública quando, no fim, a maior parte deles não quer realmente resolver alguns problemas”.</p>

<p>Sem revelar nomes, Amom destaca que uma das críticas é direcionada para quem ataca a Zona Franca de Manaus, sem ao menos “conhecer o modelo econômico” e sua importância para a capital. “Mas, tenho tentado superar todos os dias os desafios e aprender todos os dias”, acrescentou.</p>

<p>Mesmo diante do contraste político, Amom deixa claro que respeita os demais parlamentares, mas tratá-las com respeito “não quer dizer que eu vou me omitir de denunciá-las. Esse é o meu posicionamento, sempre vai ser e eu prefiro sair da política do que calar para esse tipo de coisa”. E completa afirmando que procura firmar parcerias para colocar em prática projetos que ele considera de impacto para a população amazonense e brasileira.</p>

<h2><strong>Estratégias</strong></h2>

<p>Filiado ao Cidadania – partido que se declarou independente ao Governo Lula, mas sem se atrelar à oposição –, Amom conta que usa essa mesma estratégia para analisar o comportamento legislativo, e diz adotar a mesma linha política que pautou seu mandato na Câmara Municipal de Manaus. De acordo com ele, as principais táticas são: transparência, independência e fiscalização dos agentes públicos.</p>

<p>Sem revelar as pretensões eleitorais rumo ao Executivo Municipal ou Estadual, Amom vem qualificando a sua atuação como gestor. Nos próximos três meses, ele finaliza a faculdade de Gestão Pública, que realiza de forma remota e afirma está de olho em uma pós ou mestrado na área. Em paralelo, ele divide a faculdade de Direito através do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília, onde estuda pela manhã antes de ir para as sessões na Câmara dos Deputados.</p>

<h2><strong>Articulações</strong></h2>

<p>Dentro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Amom levanta a hipótese de herdar a relatoria do projeto que trata do mercado de crédito de carbono, que era do ex-deputado federal Marcelo Ramos (PSD). “Eu quero que continue na mão do Amazonas e não dos deputados de outros Estados, porque eu acho que é uma oportunidade de a gente diversificar nossa matriz econômica no Amazonas”, explicou.</p>

<p>Falando sobre o futuro, o deputado tem definido e apresentado propostas que devem fortalecer as áreas da saúde, segurança pública e social. Entre elas, encontra-se uma proposta de emenda constitucional (PEC) que está amadurecendo sobre o alistamento militar obrigatório. De acordo com ele, seu objetivo é priorizar a população de baixa renda.</p>

<p>“Hoje, as Forças Armadas acabam selecionando as pessoas que já têm uma formação melhor e uma experiência melhor para que eles ajudem a melhorar seu quadro, quando eu acho que, na verdade, o papel social das Forças Armadas hoje, deveria ser maior. Contratar as pessoas que precisam mais disso e após isso investir na profissionalização de todos eles”, defendeu.</p>

<p>Atualmente, o deputado federal integra como suplente de várias comissões técnicas da Câmara, nas quais contribui em forma de rodízio com outros membros, e como titular está na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais.</p>

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