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Amazon considera cobrar taxa pelo uso da assistente Alexa no futuro

A decisão viria como resultado dos custos associados ao treinamento e uso do modelo de IA que alimenta a Alexa

Escrito por
Thiago Freire
September 29, 2023
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A Amazon está considerando a possibilidade de cobrar uma taxa para o uso da assistente pessoal Alexa no futuro. Dave Limp, que era o chefe da divisão de dispositivos Echo da empresa até a semana passada, compartilhou essa informação em uma entrevista à Bloomberg após o evento global de dispositivos da Amazon.

De acordo com Limp, a Amazon está ciente dos custos envolvidos no treinamento do modelo de inteligência artificial (IA) que alimenta a Alexa, bem como nos gastos associados à inferência na nuvem. Esses custos substanciais estão levando a empresa a considerar a possibilidade de cobrar uma assinatura pelo uso da assistente.

Limp enfatizou que essa mudança não será algo repentino, mas também não está "décadas de distância". Antes de implementar qualquer taxa, a empresa deseja garantir que a Alexa seja "extraordinária" e ofereça "muita utilidade para cada morador da casa". Até que isso aconteça, a versão gratuita da Alexa continuará disponível.

O executivo destacou que a Amazon está fazendo investimentos significativos em IA nos próximos anos, visando melhorar a qualidade da Alexa, tanto em termos de fala quanto de respostas. A empresa também está explorando soluções com empresas como a Anthropic, uma rival da OpenAI que mantém um chatbot generativo.

Atualmente, não há informações sobre o preço ou o modelo de cobrança que a Amazon pretende adotar para a assinatura da Alexa. Limp afirmou que a empresa planeja conversar com os consumidores para entender suas expectativas em relação ao preço.

Além disso, não está claro se a assinatura da Alexa seria cobrada de forma independente ou se faria parte do pacote de benefícios Amazon Prime, ou mesmo do preço de dispositivos como o Echo. Dave Limp, que está de saída da Amazon para ingressar na Blue Origin até o final de 2023, expressou sua crença de que esses produtos já são vendidos por um preço inferior ao seu valor real.

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