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Água: Racionamento de água e medidas preventivas

Em meio à seca extrema no Amazonas, concessionárias de água tomam medidas de racionamento e reforço operacional

Escrito por
Thiago Freire
October 11, 2023
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A concessionária Águas de Manaus anunciou que está tomando medidas preventivas para enfrentar a seca extrema no estado do Amazonas. A empresa afirmou que possui "planos de contingência preventivos em vigor" para garantir o abastecimento de água tratada na capital, Manaus, durante esse período crítico. Ela monitora diariamente o nível do Rio Negro na orla de Manaus, que registrou 14,29 metros após uma queda de 12 centímetros.

Medidas operacionais de reforço dos serviços de abastecimento, coleta e tratamento de esgoto foram implementadas nas últimas semanas, e a concessionária garante que está "operando dentro da normalidade". A população de Manaus será informada com antecedência caso ocorram mudanças atípicas nos níveis do rio que possam afetar o sistema de abastecimento, mas a empresa enfatiza a importância de evitar o desperdício de água.

A situação no Amazonas é crítica, com a Prefeitura de Manaus tendo decretado situação de emergência em 28 de setembro, afetando especialmente os moradores ribeirinhos da zona rural. Um novo boletim do governo do Amazonas informa que até as 14h desta terça-feira, 45 municípios estão em situação de emergência, 15 em alerta, nenhum em atenção e 2 em normalidade. O Amazonas tem cerca de 297 mil pessoas afetadas, o que equivale a cerca de 74 mil famílias.

Em resposta à seca extrema, a prestadora de Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Rio Preto da Eva (SAAE), um município na região metropolitana de Manaus, anunciou um racionamento de água. Todas as bombas da empresa serão desligadas entre 23h e 5h da manhã pelos próximos dois meses. Segundo o prefeito do município, Anderson Sousa, essa ação foi tomada devido à preocupação com a falta de água, afetando até mesmo as barragens de criação de peixes e a agricultura local.

Além do racionamento, a prestadora de serviço planeja multar e instalar hidrômetros nas casas de usuários que estiverem desperdiçando água, embora o método de monitoramento não tenha sido especificado. A empresa enfatiza a necessidade dessas medidas para preservar o sistema de abastecimento de água e recomenda que a população evite o desperdício e reserve água, especialmente para aqueles que não têm caixas d'água.

O governo federal também está respondendo à crise, destinando R$ 61 milhões para os municípios amazonenses, incluindo Rio Preto da Eva. Esses recursos serão utilizados para comprar água, alimentos e combustível, com parte deles destinados à aquisição de bombas, caixas d'água, baldes e aluguel de caminhões-pipa. Essas medidas visam amenizar os impactos da crise hídrica que afeta a região.

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