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Ação contra a “cegueira do rio” na Amazônia: entenda

Programa desenhado pelo Centro Carter foi fundamental na ação de eliminar a infecção

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March 11, 2023
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<p>A oncocercose, também conhecida como “cegueira do rio”,  é uma doença causada por parasitas bem pequenos que penetram no corpo, e resulta em danos à pele e aos olhos, inclusive pode levar a perda irreversível da visão. Com o avanço, tornou-se prevalente em apenas pequenos focos de transmissão localizados na Amazônia.</p>

<p>A infecção é causada pela picada de moscas negras que crescem ao redor de rios e riachos perto de áreas rurais, por isso ganhou o apelido “cegueira do rio”.</p>

<p>Após décadas de esforços e ações concertadas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e entidades parceiras, conseguiram praticamente eliminar a oncocercose das Américas.</p>

<p>A cegueira do rio atingiu seis países das Américas, nos anos 90. Em que quase 540 mil pessoas corriam o risco de contraí-la. Hoje, aproximadamente 28 mil indígenas yanomami, que vivem na fronteira do Brasil com a Venezuela, estão afetados pela infecção.</p>

<h2><strong>COMBATE A DOENÇA</strong></h2>

<p>O Centro Carter, liderado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, em 1991, foi um dos parceiros da OPAS para combater a doença. Vários países das Américas se comprometeram a erradicar a transmissão na região com o apoio de doadores internacionais.</p>

<p>O programa desenhado pela organização foi fundamental na ação de eliminar a infecção. Entre 2013 e 2016, após décadas de implementação dessas medidas, quatro países notificaram a erradicação da doença: Guatemala, Colômbia, Equador e México.</p>

<p>Atualmente, o trabalho permanece em algumas áreas da Amazônia. E, devido aos desafios de mobilidade, ainda enfrenta o perigo da contaminação.</p>

<p>A meta da OPAS é alcançar todos os pequenos focos de transmissão para erradicar, de uma vez por todas, a “cegueira do rio” nas Américas.</p>

<h2><strong>PREVENÇÃO</strong></h2>

<p>Até então não existe uma vacina para prevenção da doença, no entanto, foi observado que o tratamento a cada seis meses com o remédio ivermectina, por um período de 12 a 15 anos, pode ajudar a conter a sua transmissão.</p>

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