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A selvageria na Arena da Amazônia

"No último fim de semana, em meio a um jogo tenso entre Amazonas x Paysandu, ocorreu uma cena deplorável"

Escrito por
Larissa Balieiro
September 11, 2023
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No último fim de semana, em meio a um jogo tenso entre Amazonas x Paysandu, ocorreu uma cena deplorável. Para ser mais exata, uma selvageria como eu citei no título deste texto. Diante do placar adverso de 1 a 0 para a equipe paraense e após o árbitro da partida, senhor Marielson Alves Silva (BA), tirar um pênalti para o aurinegro sob a alegação de impedimento, fato este que sequer ele foi até a cabine do VAR averiguar com seus próprios olhos, ficou mais de cinco minutos em diálogo no fone com os árbitros do equipamento, houve uma invasão na entrada do túnel do estádio. Pelo vídeo divulgado na internet, dirigentes do Amazonas e Paysandu entram em confronto e membros do time paraense e pessoas da Federação Amazonense de Futebol são agredidos.

Bom, não faço ideia de quem começou e por qual motivo, mas não se justifica as cenas lamentáveis que avistamos. Temos no vídeo, um atleta do Paysandu agredido com soco na cara pelo presidente do Amazonas, Wesley Couto. Teve ainda, o preparador físico do papão recebendo um soco ao ponto de cair no chão. No vídeo, aparece Frank Bernardo, que faz parte da gerência de futebol do clube. Um clima de pura hostilidade e violência SEM A MENOR FUNDAMENTAÇÃO.

O jogo foi paralisado, apesar da confusão ter sido externa, diante da gravidade dos fatos. Eu estava atrás do gol - área destinada a imprensa, então só fui ter noção do ocorrido me aproximando já no fim da briga. O filho de Hélio dos Anjos e que estava no comando do Paysandu, já que o pai foi expulso jogo passado, falava exaustivamente e com muita raiva “que o time do Amazonas tinha era que ser desclassificado do campeonato”. 

O que aconteceu ali, é inaceitável. Um despreparado e descontrole dos dirigentes do Amazonas. Não se pode e nem deve aceitar provocação. Não estou dizendo que teve, mas faltou deles equilíbrio. Sei que no futebol é difícil você ter, até porque é um clima muito tenso por natureza. Cobrar faz parte mas, não dá para partir pro rumo de agressão.

Quando uma situação como esta acontece, se reforça o discurso que aqui não tem futebol que preste e muito menos gestão. Se reforça o discurso que existe o amadorismo aqui. A gente precisa entender a linha do que é certo ou errado no futebol, e quando falo isso é sobre o futebol amazonense mesmo. 

O árbitro da partida, mesmo sem ter visto nada do ocorrido, relatou em súmula diante das informações do quarto e quinto árbitros. E ainda tem um detalhe que piora o cenário causado pelo próprio Amazonas, o presidente Wesley Couto ainda foi bater na porta da arbitragem. Não se faz isso, por mais raiva que você tenha, por mais razão que você encontre.

Enfim, sábado foi uma selvageria. A punição vem e não será nada fácil. Terão que aceitar, porque talvez assim entendam seus lugares no meio do futebol.

Um abraço!

Larissa Balieiro

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