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A reforma tributária em clima natalino

"Parem de brigar com os fatos, a Zona Franca de Manaus veio para somar e não para dividir"

Escrito por
Redação
December 15, 2023
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O período natalino é sempre uma época do ano que além de aquecer o comércio, devido ao pagamento do décimo terceiro salário aos trabalhadores, é também o período em que a humanidade reflete o real sentido da data, que é o nascimento de Jesus, a personalidade mais disruptiva de toda a história da humanidade.

Jesus veio a este mundo para trazer a salvação, pregar sobre a paz, a harmonia, o perdão e o amor entre as pessoas. Enfim, despertar e praticar os dons do Espírito Santo.

Repartir o pão, amar ao próximo como a si mesmo, a união entre os povos, tudo isso é parte da filosofia do Deus-Homem e que permeia o estilo de vida dos Cristãos (aqueles que seguem a Cristo).

O Cristianismo hoje permeia boa parte da humanidade, seja por fatores historicos ou não, o fato é que cada vez mais pessoas que se declaram adeptas à filosofia e convertidas pela palavra do Senhor fazem parte desta sociedade plural e diversa.

Atualmente boa parte das pessoas adeptas ao Cristianismo, católicas ou protestantes estão nas mais altas castas políticas do nosso país. É um fato.

Mas veja bem, eu não estou aqui para converter ninguém, eu estou aqui apenas trazendo uma reflexão a qual você pode fazer parte junto comigo.

Pois bem, sigamos.

Uma das máximas cristãs é que “o maior abençoa o menor”, isso quer dizer que o mais afortunado, próspero, mais favorecido deve ajudar e abençoar os seus irmãos mais vulneráveis. Mas não é assim no Parlamento federal com a reforma tributária.

É que os liberais, conservadores e declaradamente cristãos travam batalhas políticas que vão contra suas próprias declarações cristãs. É que, a bem da verdade, o Sul e o Sudeste do país, que detêm o maior centro consumidor do país, não veem com bons olhos o modelo Zona Franca de Manaus.

Como boa parte da mídia sudestida que também “puxa a sardinha para a sua lata”, mas não é uma culpa exclusiva, a mídia regional também peca e perde a batalha da comunicação.

De acordo com o que já expliquei em outras oportunidades, eles sempre se esquecem de que é dando que se recebe.

Mas hoje, especificamente, o que me incomoda é que com farto material em qualquer site de buscas você consegue acessar as informações de tudo o que eu vou repetir até o fim desta reflexão, mas não foi o que a repórter Isabela Bolzogani, do G1 em São Paulo, fez na matéria sobre reforma tributária.

Isabela, essa é para você! Feliz Natal!

Onde há renúncia, há retorno. Quando você gasta algo, quer dizer que você não terá retorno naquilo. Isso não acontece com a Zona Franca de Manaus.

É que, quando o governo gasta R$ 1,00 (um real) em renúncia fiscal com o modelo, este devolve mais de R$ 1,00 aos cofres públicos, chegando a R$ 1,30 (um real e trinta centavos). Daí porque se discute em alterar esta classificação que deixaria de ser chamada de gasto e passaria a ser chamada de investimento.

Portanto, dai a César o que é de César.

Fora isso, em 2023 o modelo abriga 114 mil empregos diretos, se incluirmos os indiretos e induzidos, o volume de pessoas empregadas formalmente é maior do que meio milhão de postos de emprego ocupados.

Mas não para por aí, o modelo faz do Amazonas um dos maiores arrecadadores de impostos e contribuições FEDERAIS do país, diferentemente dos devedores/deficitários do sul e sudeste.

A Zona Franca cria empregos também fora do estado do Amazonas, pois compreendem os estados da amazônia ocidental e os entrepostos como o de Itajaí (SC), Cariacica (ES), Ipojuca (PE), Rezende (RJ) e Uberlândia (MG). Isso tudo para melhorar o custo de logística para o escoamento de produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus.

Fora tudo isso, a manutenção do modelo auxilia na manutenção da floresta em pé, onde pessoas vem de toda a parte do estado para trabalhar no polo de forma direta ou indireta seja como guarda patrimonial, nas cozinhas industriais, serviços de manutenção predial ou equipamentos, serviços de saúde e de transporte de cargas e de pessoas.

É por isso que a Zona Franca faz sentido do ponto de vista comercial, industrial, ambiental, político e econômico. Parem de brigar com os fatos, a Zona Franca de Manaus veio para somar e não para dividir.

A zona Franca veio para integrar a região Norte ao restante do país, mas insistem em fazer o contrário, isso me faz parafrasear Mateus 7:5 onde encerro aqui esta coluna: “hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”.

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