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70% dos trabalhadores brasileiros ganham até dois salários mínimos

Segundo o levantamento da LCA Consultores, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Escrito por
Redação
November 25, 2022
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<p class="has-small-font-size">Segundo o levantamento da LCA Consultores, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sete em cada dez trabalhadores tinham renda de até dois salários mínimos no 3º trimestre deste ano.</p>

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<p class="has-small-font-size">A pesquisa aponta, ainda, que, dos 97,575 milhões de ocupados no país, 67,19% recebiam até dois salários mínimos, ou seja, R$ 2.424, por mês. Isso totaliza 65,565 milhões de trabalhadores nesta situação.</p>

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<p class="has-small-font-size">Os trabalhadores foram divididos em três grupos de acordo com a renda: 35,63% da população recebiam até 1 salário mínimo (R$ 1.212), totalizando 34,766 milhões de pessoas; 30,798 milhões de pessoas, cerca de 31,56% do total, que ganham de 1 a 2 salários mínimos; e 32,81% recebiam acima de 2 salários mínimos.</p>

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<p class="has-small-font-size">A partir de junho de 2020, a parcela de trabalhadores que ganhava até um salário mínimo passou a ser a maior entre os três grupos, com exceção do mês de dezembro de 2020. A diferença porém, ficou sobre os que recebiam até dois salários mínimos e passaram a ter a menor proporção de trabalhadores entre as faixas de renda, com exceção do mês de setembro deste ano.</p>

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<p class="has-small-font-size">"No geral, o trabalho ficou mais barato durante a pandemia. O mercado de trabalho brasileiro, ainda ocioso e frágil, contribui para baixos salários porque há excesso de oferta de mão-de-obra muito barata", afirmou Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores.</p>

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<p class="has-small-font-size">"No geral, o trabalho ficou mais barato durante a pandemia. O mercado de trabalho brasileiro, ainda ocioso e frágil, contribui para baixos salários porque há excesso de oferta de mão-de-obra muito barata", afirmou Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores.</p>

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<p class="has-small-font-size">O resultado tem demonstrado que o mercado de trabalho passou a dar sinais de recuperação a partir deste ano. A taxa de desemprego, medida pelo IBGE, vem caindo desde março, e em setembro chegou a 8,7%, menor taxa desde o trimestre encerrado em junho de 2015.</p>

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<p class="has-small-font-size">Se compararmos o resultado apresentado pelo PNAD agora, sobre o terceiro trimestre de 2022 e o último trimestre de 2019, é possível perceber que houve alta na proporção de trabalhadores que ganham até 1 salário mínimo em todos os 11 setores analisados. As maiores altas foram, respectivamente, em alojamento e alimentação e serviços domésticos, que estão entre os mais afetados pela pandemia.</p>

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<p class="has-small-font-size"><strong>Problema racial</strong></p>

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<p class="has-small-font-size">Segundo dados divulgados pelo IBGE em novembro deste ano, a raça é fator relevante na diferenciação do rendimento mensal médio dos trabalhadores no país em 2021. Os brancos ganham R$ 3.099 em média, valor 75,7% maior do que o registrado entre os pretos (R$ 1.764). Também supera em 70,8% a renda média de R$ 1.814 dos trabalhadores pardos.</p>

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<p class="has-small-font-size">A pesquisa ainda registra que brancos sofrem menos com o desemprego do que pretos no Brasil. A taxa de desocupação em 2021 para eles é de 11,3%. Entre a população preta é de 16,5% e para a população parda, de 16,2%.</p>

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