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2023 será o ano mais quente em milênios, alerta entidade

O aquecimento global, emissões contínuas de carbono e o fenômeno El Niño contribuíram para esse quadro, exigindo ação climática urgente

Escrito por
Thiago Freire
November 10, 2023
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O mês de outubro deste ano foi o mais quente já registrado, com a temperatura média ultrapassando em 0,4ºC o recorde anterior, de outubro de 2019, segundo informações do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia (UE). Com base em dados do C3S, o ano de 2023 está 1,43ºC acima da média do período pré-industrial, tornando praticamente certo que será o ano mais quente dos últimos 125 mil anos.

O aquecimento global é um dos principais fatores desse quadro, com as temperaturas dos mares atingindo níveis recordes. Além disso, o fenômeno El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico, e a emissão contínua de carbono proveniente de atividades humanas estão contribuindo para o aumento das temperaturas.

A diretora do Copernicus, Samantha Burgess, observou que outubro de 2023 foi precedido por quatro meses de recordes consecutivos de calor. Como resultado, o Copernicus afirmou que, na comparação com 2016, outro ano de El Niño, a média de temperatura de janeiro a outubro deste ano foi 0,1ºC mais alta.

Cientistas climáticos alertam sobre a urgência de agir para reduzir as emissões de carbono. Com as emissões globais de carbono atingindo níveis recordes em 2022, a conferência do clima COP 28, programada para novembro em Dubai, terá como pano de fundo a necessidade premente de ações climáticas ambiciosas.

Em 2016, o Acordo de Paris estabeleceu o compromisso de limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC até o final do século. No entanto, com o atual ritmo de emissões, o planeta deve aquecer 2,4ºC até lá, ultrapassando significativamente essa meta. A urgência de ação climática nunca foi tão alta, alertou Samantha Burgess.

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